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PROJETO ESTÍMULO SELECIONA ESTUDANTES
 
 Seleção acontece no dia 13 de março no Ballet Margô

A história daquele que viria a se tornar um dos projetos mais interessantes de incentivo à arte de Caxias do Sul começou em 2010, quando o Ballet Margô – tradicional escola de dança da cidade - selecionou 29 estudantes de escolas públicas para aprendizagem gratuita de dança. Naquele ano, eles participaram do espetáculo da escola intitulado “Bonecos – Sonhos e Memórias”. A intenção de oportunizar bolsas de estudo de dança deu tão certo que dois anos depois, em 2012, saía do papel o projeto cultural Estímulo, que chega a sua segunda edição.

Para participar da audição, que acontece no próximo dia 13 de março, às 14h na sede da escola de dança (Av. Júlio de Castilhos, 108 – esquina do Colégio Madre Imilda), é necessário apresentar documento de identificação, comprovante de matrícula em escola pública, roupa adequada, além de estar acompanhado de um responsável. Podem se inscrever crianças e adolescentes que têm entre oito e 14 anos de idade. Importante ressaltar que os selecionados deverão comprovar, ao longo das aulas de dança, o bom desempenho escolar.

“O primeiro fator interessante desse trabalho todo é o comprometimento. Eles têm e precisam ter responsabilidade, essencial no aprendizado da dança. Eles chegam com pouca experiência e surpreendem”, destaca Katherine Brusa, produtora cultural, diretora artística do Ballet Margô e idealizadora do projeto.

A exemplo do primeiro processo seletivo realizado há dois anos e que, coincidentemente, contemplou outros 29 estudantes, este também conta com recursos do Financiarte. Conforme Katherine, o Estímulo também tem o objetivo de instigar o aproveitamento artístico e cultural da cidade, estimulando a formação de público. “Desde o início, a experiência vem sendo ótima, pois novos talentos foram descobertos. As crianças e os adolescentes que continuam conosco estão aqui porque merecem”, diz.

Nesta nova etapa, o projeto vai oferecer 20 bolsas integrais e outras 10 parciais de aprendizagem gratuita nos estilos Balé Clássico, Contemporâneo e Hip Hop a estudantes matriculados em escolas públicas de Caxias do Sul. “A partir deste ano, criamos bolsas parciais porque precisamos verificar qual é, de fato, a condição financeira dos inscritos para contemplar com a bolsa integral aqueles que realmente não tem como arcar com nenhuma despesa”, esclarece a produtora cultural.
Além das aulas no Ballet Margô, o Estímulo também incentiva os bolsistas a participarem de atividades culturais da cidade, através de espetáculos, mostras e feiras de todos os gêneros artísticos.

OUTRAS INFORMAÇÕES
Ballet Margô | 54 3222.5338

Av. Júlio de Castilhos, 108 (esquina do Colégio Madre Imilda)
balletmargo@gmail.com
www.balletmargo.com.br
Katherine Brusa | Produtora Cultural
54 9102.0236
 
         
CELEBRAÇÃO AOS 80 ANOS DA FESTA DA UVA
 
Filme-documentário sobre os 80 anos da Festa da Uva
terá exibições gratuitas ao público

A cultura da uva foi de fundamental importância para o desenvolvimento econômico de Caxias do Sul. Em 1931, uma exposição discreta e elegante de uvas realizada na sede de um clube social da cidade celebrava a vindima e o trabalho dos agricultores. Oficialmente, a primeira Festa da Uva ocorreu em 1932 e foi considerado o primeiro grande evento do gênero no Rio Grande do Sul. Uma celebração que se tornou parte da própria história da cidade, do caxiense e, principalmente, da cultura ítalo brasileira.

Os detalhes de como a festa surgiu e se desenvolveu, os fatos mais importantes, as figuras proeminentes, as influências sociais, econômicas, políticas e culturais estão registradas no filme-documentário Festa da Uva 80 anos – A Celebração de uma Identidade. Lançado em 2014 e aproveitando a realização da Festa da Uva 2016, o filme terá três sessões gratuitas neste mês, na Sala de Cinema Ulysses Geremia, do Centro Municipal de Cultura Ordovás: no dia 24 (quarta-feira), às 20h e nos dias 27 e 28 (sábado e domingo), às 18h. “O interesse pela história da Festa da Uva vem de muito tempo. Gerou meu primeiro longa, Caxias do Sul Tradição e Inovação de um Povo, onde constatei a enorme importância deste evento para a cultura, para os costumes e para o desenvolvimento da cidade”, afirma o diretor Airton Soares, da CDI Filmes, de Porto Alegre, responsável pela produção.

O filme tem cerca de 84 minutos e conta a história da Festa da Uva por meio de imagens e fotografias de acervos pessoais e públicos, imagens produzidas nas edições da festa de 2010 e 2012, depoimentos de vários historiadores e pesquisadores da área como Cleodes Piazza Julio Ribeiro, Tânia Tonet e Véra Stedile Zattera, de jornalistas e empresários. Outras cenas foram gravadas em 2013 em Caxias do Sul e na Itália, em cidades como Gênova, Turim, Verona, Vicenza e Milão.

Conforme o diretor, o longa-metragem traz detalhes de como ocorreu o processo de imigração italiana em Caxias. “Mostramos os desafios, as histórias, a chegada dos imigrantes ao Brasil, o surgimento de uma festa, a interrupção durante a Segunda Guerra Mundial, o retorno nos anos 50 e sua nova dimensão e importância, as perspectivas nas décadas de 70 e 80, as mudanças nos anos 2000 e a edição de uma nova era da festa a partir de 2012”, acrescenta.

Assim, Festa da Uva 80 anos – A Celebração de uma Identidade é uma viagem ao passado e um passeio pela fase atual do evento e sua relação com o turismo, a gastronomia e a economia do município, do Estado e do País.
 
LACO & EDSON RESGATAM REPERTÓRIO DE SUCESSO EM CD
 

Quem frequentou a noite caxiense e da região no final da década de 80 e pelos anos 90 certamente vai se lembrar de uma dupla de músicos que atraía muita gente. Aliás, eles não embalavam apenas o público dos bares da Serra gaúcha, mas também de todo Estado. Em Caxias, lugares que deixaram saudade como Cave, Vôo Livre, Ponto de Vista, Coisa de Cinema e Bukus, recebiam os shows de Laco e Edson.

Com um vocal excepcional, simpatia e carisma, não é exagero nenhum afirmar que eles deixavam as festas mais animadas, enfrentando o eterno dilema de finalizar as apresentações porque estavam sempre diante de uma plateia insistente no “mais um” e na pergunta: “E o CD de vocês, cadê?” Por uma série de razões, incluindo a liberação de direitos autorais, já que a dupla consagrou-se na interpretação de grandes sucessos nacionais como “Espanhola” (Flávio Venturini), “Léo e Bia” (Oswaldo Montenegro) e “Ovelha Negra” (Rita Lee), Laco e Edson não conseguiram gravar um CD naquela época.

A boa notícia é que agora, passados mais de 20 anos desde que eles começaram a tocar nos bares, o primeiro disco está pronto para ser ouvido. Gravado com recursos do Financiarte, “Laco & Edson” tem 14 faixas, sendo três autorais e 11 regravações da MPB tocadas por eles. Através de um convênio que a Gravadora Vertical tem firmado com várias editoras, foi possível obter-se a liberação dos direitos autorais das músicas do CD. “Ficamos muito contentes com este registro, porque o repertório inclui canções que tocávamos nos bares. Então é um trabalho que vem mesmo para relembrar e resgatar momentos muito bacanas que ficaram na memória de todos”, comenta Edson Fulber.

Laco e Edson se conheceram em Canoas e tocaram juntos durante 11 anos ininterruptos. “Fizemos muitos shows no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná e até em São Paulo”, relembra Edson. A qualidade vocal da dupla e a presença de músicos de alto nível prometem fazer deste um dos melhores discos produzidos em Caxias do Sul. E sim, está nos planos fazer um show especial de lançamento do CD em Caxias do Sul, ainda sem data definida.

Repertório do CD “Laco & Edson”

Lua e Flor (Oswaldo Montenegro)
Dona (Sá e Guarabyra)
Léo e Bia (Oswaldo Montenegro)
Casa no Campo (Tavito e Zé Rodrix)
Romaria (Renato Teixeira)
Ovelha Negra (Rita Lee)
Espanhola (Flávio Venturini)
Canção da Meia-noite (Zé Flávio)
Vento Negro (Fogaça)
Sonífera Ilha (Ciro Pessoa/Toni Belotto/Branco Mello/Marcelo Froner/Carlos Barmak)
O Último Romântico (Lulu Santos/Antônio Cícero/Sérgio de Souza)
Enganos (Laco Bassualdi/Samuel Sodré/Edson Fulber)
Caminhos (Samuel Sodré)
Contos de Amor (Laco Bassualdi e Gerson Manganelli)


 
ESCULTURA 'BEATRIZ DE DANTE' FICARÁ NA PRAÇA CENTRAL DE CAXIAS
 
É muito provável que todos os moradores de Caxias do Sul (ou pelo menos grande parte deles) saibam que Dante Alighieri dá nome a principal praça da cidade. Mas nem todos que circulam pelo local conhecem a história do poeta italiano e de seu amor platônico, retratado no livro que tem o sugestivo nome de Vida Nova, justamente por ter sido escrito após a morte prematura da amada. Beatrice Portinari (1266-1290) foi, segundo alguns críticos literários, a figura histórica que inspirou a personagem Beatriz de Dante e o poema sagrado A Divina Comédia.

Para reavivar a memória do autor na população caxiense, a escultora Dilva Conte, 84 anos, decidiu inscrever um projeto cultural que pudesse tornar realidade sua admiração pela musa de Dante. Ela recorda que encantou-se pela obra Divina Comédia ainda na infância. “Um sócio do meu pai andava com um exemplar em italiano pra lá e pra cá. Não lembro direito como o livro chegou até mim, mas não esqueço que fiquei encantada porque era todo escrito em italiano. Quando eu li, anos depois, me apaixonei pela história toda”, conta.

Dona Dilva começou a esculpir “Beatriz de Dante” em 2013, com recursos do Financiarte. Agora ela terá a alegria de entregá-la à comunidade de sua terra natal, mais de 100 anos depois da mesma praça receber o busto de Dante, em 15 de novembro de 1914. A escultura em bronze será inaugurada no dia 10 de novembro, em solenidade a ser realizada, claro, na praça central de Caxias do Sul, a partir das 18h30.

A obra, que está sendo finalizada em Porto Alegre, terá o tamanho de uma pessoa de estatura alta. Interessante também é a posição dela: “Beatriz” ficará sentada num banco, como se estivesse contemplando a cidade e no campo de visão de Dante. “Esta é uma obra muito importante para a cidade e também uma forma de homenagear a minha mãe, que era italiana de nascença e todas as mulheres imigrantes italianas”, diz a artista caxiense.

SOBRE DILVA CONTE | Natural de Forqueta, interior de Caxias do Sul, Dilva Conte teve o primeiro contato com as artes plásticas na década de 40, quando fez curso de pintura com a irmã Louise Angel, no Colégio São José. Nos 50 anos seguintes, ela trabalhou com crochê, bordado, vitraux, artesanato em flores, escultura em cobre e pintura em porcelana. Aos 64 anos de idade, em 1995, iniciou o curso de Escultura e História da Arte na UCS, dentro do programa Universidade da Terceira Idade, onde descobriu sua grande paixão na área da escultura: o retratismo. A artista passou a desenvolver seu talento na escultura com mestres como Mayta Pasa, Bez Batti e Zita Zardo Pizzolato. Em Porto Alegre, se aperfeiçoou com os escultores Xico Stockinger e Bernadete Conte. Certa vez, dona Dilva confessou: “Sinto-me em outra dimensão ao trabalhar a argila, dedicando-me, com esforço, plenamente à obra”. Já esculpiu personalidades como os bustos “Tereza de Calcutá”, em pó de mármore e “Papa João Paulo II”, em resina, e as faces “Bruno Segalla” e “Bez Batti”, em argila. Dilva Conte tem carinho por todas as suas obras, mas a mais importante para ela é a “Acolhida”, criada em comemoração aos 90 anos de fundação do Hospital Pompéia, onde está exposta, na recepção. 
 
         
JOÃO SADRAQUE LANÇA CD GOSPEL
 
Jovem cantor e compositor lança primeiro CD 

Natural de Júlio de Castilhos, interior de Santa Maria, mas morador de Caxias do Sul há 15 anos, o jovem cantor e compositor João Sadraque, 22 anos, encontra na riqueza de suas composições, tanto nas letras como nas melodias, um meio de fortalecer a fé. E ele considera um dom este o de passar emoções para o papel e transformá-las em músicas.

No próximo dia 27 de setembro, às 18h30, João lança seu primeiro CD, “Não vou temer” (recursos do Financiarte), com uma apresentação na Igreja Assembleia de Deus (Rua Ângelo Grassi, 25 - Bairro Desvio Rizzo), em Caxias do Sul. Ele conta que desde garotinho sempre teve o sonho de gravar seu próprio disco. “Eu inventava letras e as cantava, até descobrir anos depois que poderia compor. Comecei cantando no chuveiro (risos) e depois, com o tempo, passei a cantar nos cultos”, diz.

No caso de João Sadraque pode-se afirmar com tranquilidade que ele tem um público, literalmente, fiel. Dono de uma afinação impecável dentro do gênero gospel sertanejo, o jovem artista dá às suas canções uma interpretação carregada de emoções, fazendo com quê quem as ouve, sempre quer ouvir mais.

Segundo ele, as pessoas que acompanham suas apresentações nos cultos sempre solicitam um CD contendo as músicas que acabaram de escutar. “Espero que todos gostem. Como diz um amigo meu: quando você escreve uma música e essa música te emociona, não por ser sua, mas por perceber que é Deus quem dá o dom e nos inspira, certamente quem escutá-la será tocado também”, complementa.
 
OUTRAS INFORMAÇÕES
João Sadraque

54 8149.7038 | 9970.8643 | 3019.8142
cantor.joaosadraque@gmail.com


 
         
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